Luiz Henrique Michelato
Assistente Social
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Jandaia do Sul, PR, Brasil
04 de junho de 2024
A Politicagem abrange amadorismo, troca de favores, barganha e uma completa desprofissionalização dos serviços públicos, culminando em oneração dos cofres públicos, ineficiência e até certo ponto em ilegalidade.
Políticas Públicas compreendem normativas e legislações, ou seja, algo que deve ser realizado de forma profissional e ética em vista dos direitos sociais dos cidadãos.
Este é um grave problema no Brasil e que merece ser discutido de forma ampla com a sociedade. Precisamos compreender porque prevalece uma cultura da ineficiência dos serviços públicos.
Talvez seja uma estratégia em sucatear o serviço para poder terceirizar ou privatizar? Cabe a nós pensarmos sobre esse tema. A ideia de Estado mínimo defendida por vários autores se encaixa nessa problemática, em convergência com o “Deus mercado”.
O grande economista e ideólogo burguês Adam Smith (1723 – 1790) apresentava a ideia de “mão invisível” do Estado em alavancar a economia e o mercado diante de seus temores propriamente criados, garantindo a lei, a ordem e a defesa implacável da propriedade privada dos meios de produção.
Existe também uma questão ética e profissional dos servidores públicos que em muitos casos estão sobrecarregados e não conseguem oferecer um serviço de excelência para os pagadores de impostos.
A Politicagem se refere ao “mandonismo”, ao velho discurso do “manda quem pode e obedece quem tem juízo”, a função gratificada que mantém o “rabo preso”, ao cargo de alto escalão bem remunerado, atendendo aos interesses espúrios de políticos e da classe dominante.
A Politicagem não faz as coisas avançarem, tudo fica parado e se “trabalha” somente pelo salário e/ou privilégios, não existe compromisso, ética e profissionalismo.
Como resolver esse problema? O que pode ser feito? Seria uma ideologia que reforça essa celeuma? Talvez uma cultura de que o serviço público não presta e o servidor público não faz nada? Talvez haja um excesso de burocratização? A educação permanente dos servidores seria importante? Uma consciência de classe seria essencial? Talvez um movimento de “baixo pra cima”? Do explorado contra quem o explora? São questionamentos infindáveis em torno dessa questão tão complexa e que deve ser resolvida de forma coletiva, portanto, não devemos acreditar que o voto vai salvar nossas vidas.
Temos sim, que “criar vergonha na cara” e ter inteligência e coragem para lutar contra esse sistema cruel e opressor em vigência e que produz malefícios mortais para a humanidade.
Existe uma conjuntura e uma estrutura que precede toda essa questão e que organiza todo esse sistema, onde o essencial é converter esforços para que o modo de produção atual continue vitorioso. E o nosso papel histórico enquanto classe trabalhadora deve ser fortalecido em busca da necessária transformação social estrutural.
REFERÊNCIAS
BRASIL. CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
SMITH, Adam. Riqueza das Nações. Editora: Hemus, 2003.













