Morre paciente de Apucarana que contraiu febre do oropouche

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Nesta quinta-feira, dia 25, a 16ª Regional de Saúde  confirmou o falecimento de um paciente de 57 anos, residente em Apucarana, possivelmente devido a complicações relacionadas à febre do oropouche.

A confirmação veio por meio da Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana, após a realização de um “teste sentinela” junto ao Laboratório Central do Estado (Lacen). Esse teste é periodicamente utilizado para analisar amostras de sangue de pacientes.

O homem, que trabalhava como representante comercial, foi diagnosticado após buscar atendimento devido a sintomas relacionados à dengue.

Uma reunião realizada na 16ª Regional de Saúde de Apucarana nesta manhã discutiu as providências que serão tomadas diante dessa triste ocorrência.

O chefe da 16ª RS, Marcos Costa, informou que a regional iniciou uma investigação para confirmar se o óbito está diretamente relacionado à febre do oropouche ou se outras causas estão envolvidas. A primeira informação aponta que o homem não possuía comorbidades.

A febre do oropouche, transmitida por mosquitos, é uma doença febril aguda com sintomas semelhantes aos da dengue.

Saiba mais

Febre do Oropouche (FO) é uma doença causada por um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes) do gênero Orthobunyavirus, da família Peribunyaviridae. O vírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV) foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960, a partir de amostra de sangue de uma bicho-preguiça (Bradypus tridactylus) capturada durante a construção da rodovia Belém-Brasília. Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente nos estados da região Amazônica. Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul, como Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela1.

A transmissão da Febre Oropouche é feita principalmente por mosquitos. Após picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela. Existem dois tipos de ciclos de transmissão da doença:

  1. Ciclo Silvestre: Nesse ciclo, os animais como bichos-preguiça e macacos são os hospedeiros do vírus. Alguns tipos de mosquitos, como o Coquilletti diavenezuelensis e o Aedes serratus, também podem carregar o vírus. O mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor nesse ciclo.
  2. Ciclo Urbano: Nesse ciclo, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses também é o vetor principal. O mosquito Culex quinquefasciatus, comumente encontrado em ambientes urbanos, pode ocasionalmente transmitir o vírus também.

Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia. É importante que profissionais da área de vigilância em saúde sejam capazes de diferenciar essas doenças por meio de aspectos clínicos, epidemiológicos e laboratoriais e orientar as ações de prevenção e controle. Não existe tratamento específico, e os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento médico. A prevenção envolve evitar áreas com muitos mosquitos, usar roupas que cubram a maior parte do corpo e aplicar repelente nas áreas expostas da pele. Além disso, manter a casa limpa, removendo possíveis criadouros de mosquitos, é fundamental para reduzir o risco de transmissão1

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