O Brasil está se Tornando Referência para o Cenário Tecnológico Global?

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O Brasil é o país mais contraditório e podemos provar aqui! Com milhões de pessoas desempregadas e ainda vivendo próximo à linha da pobreza, se mostra como o país mais digitalizado do mundo! E por que esta contradição é tão curiosa e intrigante para a população brasileira?

Depois que constatamos que o cassino ao vivo no Brasil se tornou digital, e plataformas puderam alcançar apostadores que jamais imaginariam abrir conta e apostar, o mercado de tecnologia de informação no Brasil expandiu significativamente. Há mais de 2000 empresas atuando em território brasileiro, e mais umas centenas que têm licenças para funcionamento no país.

 

E o que esses números podem realmente nos mostrar em termos de avanços tecnológicos para os próximos anos, e o que devemos esperar deste setor que cresce?

 

Uso de Dispositivos Móveis pelos Brasileiros

 

Existem mais de 450 milhões de computadores, notebooks, tablets e celulares em uso no Brasil. Assim como em nações consideradas ricas e desenvolvidas (como os EUA), esse número mostra que se trata de um país cuja tecnologia é importante. No entanto, para classificá-lo como de ponta no que diz respeito a tecnologia, ainda estamos bem longe.

Mas o que nos traz essa ideia de que o Brasil lidera na área de tecnologia? O fato de termos quase 2 dispositivos móveis por habitante indica que o país está conectado à internet e ao que acontece no mundo, mas não podemos considerar como fator determinante para medir o desenvolvimento econômico e tecnológico do país.

No Brasil, há uma base digital importante e com potencial para ir além. Entretanto, a distribuição de todo esse potencial não é notável, visto que a concentração de computadores e tablets se dá principalmente no eixo Sul-Sudeste. Assim como a distribuição de renda, tal fato também é levado em conta aqui.

Por outro lado, os investimentos de empresas aqui instaladas em profissionais da área vem aumentando bastante. A indústria bancária, por exemplo, tem mostrado que a digitalização de carteiras e serviços pode ser um caminho interessante para elevar ainda mais o Brasil à categoria de país com potencial para desenvolvimento tecnológico.

Na verdade, o que mais se destaca dentre os que realizam pesquisas sobre a tecnologia e suas mudanças entre os países desenvolvidos e subdesenvolvidos é o fato de que o Brasil é um país aberto para a inovação. Haja vista que as startups nunca estiveram tão em voga como nos últimos anos, com mais de 1400 firmas sendo inauguradas desde 2021. Com isso, os investimentos nas mesmas movimentam os cofres do país.

 

O Brasil como País Digital e Inovador

Que o Brasil tem potencial para se destacar dentre os demais países do ranking de tecnologia, isso não se pode negar. Em 2022, ocupava o 52o lugar dentre os 63 países analisados pelo MIT.

Alguns obstáculos, no entanto, precisam ser superados para que o Brasil tenha papel de destaque no setor. As ideias inovadoras certamente são um diferencial do país, que mostra o quanto a competitividade é vista como algo positivo em um mercado tão globalizado. E para que isso seja concretizado, é preciso criar um ambiente propício para que tal inovação tenha espaço.

Um dos recursos para tal transformação seria a formação e qualificação de mais pessoas do setor. Físicos, biólogos e químicos são profissões cujo alicerce para o desenvolvimento científico é bastante requisitado. Aliado a isso, um maior incentivo para desenvolvimento e pesquisa de ponta seria fundamental, pois se não há uma pesquisa aplicada, consequentemente não há inovação.

E sem profissionais formados e qualificados, como podemos então esperar uma maior produtividade tecnológica e científica?

Fala-se muito também da transformação figital (misto de digital com físico). Sendo assim, o ambiente físico passaria a se fundir naturalmente com o digital, de forma social e real. As organizações, tanto públicas como privadas, sentiriam uma maior flexibilidade quanto a esses dois mundos antes tão distantes entre si.

 

E para se ter profissionais qualificados e dispostos a aprender, é preciso ter quem ensine. Sendo assim, precisamos capacitar docentes digitalmente. Sabemos que o sistema educacional no Brasil já apresenta sinais de desenvolvimento tecnológico, porém tudo está muito aquém do esperado. Transformar mecanismos de formação não só no nível universitário, como principalmente no nível básico da educação, é requisito essencial para o desenvolvimento de habilidades importantes.

Uma educação bem mais focada e personalizada, aplicando teoria e prática, seria necessária para cobrir todo esse déficit existente hoje. Investimento em cursos de pós-graduação e mestrado nas áreas de tecnologia e inovação certamente ajudariam e muito os profissionais. E, por fim, aliado a isso, o desenvolvimento de uma política capaz de acompanhar todo esse processo de renovação da rede produtiva brasileira, levando o país a aumentar os níveis de exportação e serviços globais.

 

 

 

 

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