Matador de aluguel errou o bar e matou família por engano em Sarandi

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A Polícia Civil do Paraná concluiu a investigação sobre a chacina que deixou três pessoas mortas em um bar de Sarandi e revelou que as vítimas foram assassinadas por engano. Segundo as autoridades, o crime teria sido motivado por uma disputa relacionada ao tráfico de drogas, mas o executor acabou atacando o estabelecimento errado.
De acordo com a investigação, o mandante do crime pretendia eliminar duas pessoas que considerava rivais em uma disputa por território do tráfico. No entanto, ao se deslocar para cumprir a execução, o atirador teria se confundido no trajeto e entrado em outro bar, localizado nas proximidades do alvo verdadeiro.
O ataque ocorreu na noite de 22 de maio. Armado, o criminoso abriu fogo contra as pessoas que estavam em frente ao estabelecimento. As vítimas foram identificadas como Jéssica de Jesus Hass, de 32 anos, Rafael Moreira do Amaral, de 37 anos, e o adolescente Matheus Souza do Amaral, de 15 anos. Os dois adultos morreram no local, enquanto o adolescente chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. As investigações apontaram que todos eram inocentes e não possuíam envolvimento com atividades criminosas.
A operação policial resultou na prisão do suposto mandante, de 25 anos, além de um homem de 36 anos apontado como responsável por auxiliar na logística do crime. Já o atirador, de 32 anos, foi localizado e preso em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, após uma ação conjunta das polícias dos dois estados.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito preso como executor possui extensa ficha criminal, com antecedentes por tráfico de drogas e homicídios. Ele deverá responder por triplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio.
Durante as investigações, a Operação Leviatã também apreendeu grande quantidade de drogas, munições e materiais relacionados ao tráfico de entorpecentes em endereços ligados ao suposto mandante.
O caso causou forte comoção em Sarandi e região, principalmente após a confirmação de que as vítimas não tinham qualquer ligação com o crime organizado e foram mortas devido a um erro cometido pelo executor durante a ação criminosa.

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