A mulher suspeita de matar os próprios filhos, uma menina de aproximadamente um ano e um menino de cinco anos, foi presa na tarde de quarta-feira (4), em Itambaracá, no Norte Pioneiro do Paraná. Durante a abordagem policial, ela confessou ter cometido o crime em Arapongas, município onde morava com as crianças.
De acordo com informações da Polícia Civil, os irmãos teriam sido mortos por asfixia. Após o crime, a mulher colocou os corpos em um veículo e seguiu até a região de Itambaracá, onde abandonou o automóvel nas proximidades da ponte que liga o município a Bandeirantes.
Os corpos foram encontrados no início da manhã de quarta-feira (4), dentro de um Hyundai HB20 vermelho. A localização mobilizou equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Científica.
Inicialmente, a mãe estava desaparecida e havia suspeita de que ela tivesse se jogado no Rio das Cinzas, o que provocou buscas na região. No entanto, no final da tarde, após denúncias de moradores, policiais localizaram a mulher em um pesque-pague na zona rural de Itambaracá.
Segundo o delegado Denner Roque, da Polícia Civil de Andirá, a mulher confirmou informalmente aos policiais que havia provocado a morte dos filhos por asfixia. Ela também relatou que teria pulado da ponte após abandonar o veículo, mas acabou sendo levada pela correnteza até as margens do rio, sobrevivendo à tentativa de suicídio.
Investigação
A Polícia Civil também apura mensagens de voz que teriam sido enviadas pela mulher a terceiros antes do crime, nas quais anunciava o que pretendia fazer com as crianças. Os áudios foram recolhidos e passarão por análise.
Entre as informações levantadas inicialmente está a existência de uma disputa judicial pela guarda dos filhos entre os pais. A possível relação desse conflito com o crime ainda será investigada.
Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML), onde serão realizados exames para confirmar as causas das mortes.
A mulher foi autuada em flagrante, e a Polícia Civil representou pela conversão da prisão em preventiva. Ela permanece à disposição da Justiça.













