Uma ocorrência de violência doméstica mobilizou a Polícia Militar na noite desta sexta-feira (15), em uma propriedade localizada às margens da PR-150, na região do Sete de Maio, em Cambira.
Segundo o boletim policial, a equipe foi acionada via Copom para atender uma denúncia de lesão corporal contra mulher. Durante o deslocamento, os policiais foram abordados pela mãe da vítima, que informou ter recebido uma ligação da filha relatando que estaria sendo agredida pelo namorado.
Pouco depois, a vítima conseguiu contato novamente com a mãe e disse que havia deixado a residência do companheiro, seguindo para a área central de Cambira. A equipe então iniciou buscas e localizou a mulher na Avenida Brasil. Muito nervosa, ela contou aos policiais que, após uma discussão, o namorado teria a agarrado pelo pescoço, tentando esganá-la, além de afirmar que “sua vontade era matá-la”.
Ainda conforme o relato, o homem não permitia que ela deixasse a residência. A vítima disse que conseguiu fugir após um descuido do suspeito, entrando em seu veículo. Durante a tentativa de saída, o agressor teria danificado o carro, amassando a porta e o teto do automóvel.
A mulher também informou que, após deixar o sítio, percebeu que estava sendo seguida pelo namorado em uma caminhonete D20 de cor bordô, que teria tentado forçá-la a parar. Ela afirmou ainda ter ouvido comentários de que o homem possuía arma de fogo, embora nunca o tivesse visto armado.
Diante das informações, os policiais foram até a propriedade do suspeito. No local, encontraram a caminhonete estacionada no quintal, com o capô ainda quente, indicando uso recente. A residência estava fechada e com as luzes apagadas.
Os agentes tentaram contato com o morador, mas não obtiveram resposta. Com a possibilidade de o suspeito estar escondido no imóvel, a equipe conversou com o pai do acusado, que mora em outra residência na mesma propriedade. Como não havia chave disponível e nem contato com o homem, os policiais precisaram arrombar uma das portas da casa para realizar buscas.
Apesar da vistoria, o suspeito não foi encontrado e nenhuma arma foi localizada. Os policiais observaram que a residência estava bastante revirada, com objetos espalhados pelos cômodos.
Após a saída da equipe, o homem teria enviado mensagens via WhatsApp para a vítima, afirmando que a polícia havia estado em sua casa, levantando a suspeita de que ele poderia estar escondido nas proximidades do imóvel ou mantendo contato com familiares.
A vítima foi orientada sobre os procedimentos legais e o caso deverá ser investigado.
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