Uma professora concursada da rede municipal de ensino de Arapongas, no norte do Paraná, foi afastada preventivamente após ser denunciada por suspeita de administrar Rivotril (clonazepam), medicamento de tarja preta, a uma criança em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI). A suspeita é de que o remédio tenha sido utilizado para fazer a menina dormir.
O caso veio à tona na tarde de quarta-feira (28), depois que a diretora da unidade e outra professora desconfiaram do comportamento da educadora e de episódios de irritabilidade apresentados pelas crianças. Após observarem a situação, elas conseguiram flagrar a possível administração do medicamento.
De acordo com informações da Secretaria Municipal de Educação, imagens das câmeras de monitoramento do CMEI mostram a professora ministrando a medicação a uma criança. Uma outra criança aparece ao lado, mas não há confirmação de que também tenha recebido o medicamento.
A unidade atendia oito crianças na sala onde ocorreu o episódio. Pelo menos uma menina, com idade entre dois e três anos, teve a administração do medicamento confirmada. Todas as crianças passaram por atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e, segundo a Prefeitura, passam bem.
Os pais e responsáveis foram convocados pela Secretaria Municipal de Educação e informados sobre a situação. O Conselho Tutelar também foi notificado, e as famílias receberam orientação para realizar exames médicos nas crianças.
O prefeito de Arapongas, Rafael Cita, confirmou o caso e determinou o afastamento imediato da professora, além do registro de boletim de ocorrência. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar a denúncia, enquanto a Prefeitura abriu um procedimento administrativo que poderá resultar na demissão da servidora.
Em sua defesa inicial, a professora negou as acusações. A administração municipal informou que a profissional permanecerá afastada preventivamente enquanto as investigações estiverem em andamento.
O Rivotril, cujo princípio ativo é o clonazepam, é um medicamento psicotrópico que atua no sistema nervoso central e exige prescrição e acompanhamento médico. A Secretaria de Educação ressaltou que a administração de medicamentos é proibida nos estabelecimentos de ensino da rede municipal.
O nome do CMEI não foi divulgado para preservar a identidade das crianças envolvidas.
Com informações do TNOnline.













