Departamento de Saúde de Jandaia promove capacitação sobre Hanseníase com profissionais da saúde

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A Prefeitura Municipal de Jandaia do sul através do Departamento de Saúde em parceria com a 16ª Regional de Saúde de Apucarana e Ministério da Saúde realizaram esta semana uma capacitação em Hanseníase para médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, e demais profissionais da equipe multiprofissional envolvidos no atendimento à pessoa com hanseníase.

A capacitação aconteceu na Câmara Municipal e alem dos Profissionais de Jandaia participaram também representantes dos municípios de Marumbi, Bom Sucesso, Kaloré e São Pedro do Ivaí.

A Palestra foi realizada pela médica Amália Sathler Pires com vasto conhecimento e experiência prática no manejo da Hanseníase.

Alem dos profissionais da Saúde esteve também participando e na organização de evento a Diretora do Departamento de Saúde Elza Maria Ferraz, a Enfermeira Izabel e a representante da 16ª Regional de Saúde Cacilda.

 

O que é Hanseníase?

A hanseníase, conhecida antigamente como Lepra, é uma doença crônica, transmissível, de notificação compulsória e investigação obrigatória em todo território nacional. Possui como agente etiológico o Micobacterium leprae, bacilo que tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos, e atinge principalmente a pele e os nervos periféricos, com capacidade de ocasionar lesões neurais, conferindo à doença um alto poder incapacitante, principal responsável pelo estigma e discriminação às pessoas acometidas pela doença.

A infecção por hanseníase pode acometer pessoas de ambos os sexos e de qualquer idade. Entretanto, é necessário um longo período de exposição à bactéria, sendo que apenas uma pequena parcela da população infectada realmente adoece.

A hanseníase é uma das doenças mais antigas da humanidade. As referências mais remotas datam de 600 a.C. e procedem da Ásia, que, juntamente com a África, são consideradas o berço da doença. Entretanto, a terminologia hanseníase é iniciativa brasileira para minimizar o preconceito secular atribuído à doença, adotada pelo Ministério da Saúde em 1976. Com isso, o nome Lepra e seus adjetivos passam a ser proibidos no País.

O Brasil ocupa a 2ª posição do mundo, entre os países que registram casos novos. Em razão da elevada carga, a doença permanece como um importante problema de saúde pública no País.

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